Como elaborar um recurso para prova discursiva da FGV?
é importante que o candidato que se sente prejudicado com sua nota entre com recurso pois em um processo de concurso publico cada ponto vale muito para mudar sua colocação ou você não perder sua posição
A Banca tem muitas provas para corrigir em um curto prazo de tempo. Porém, como já era de se esperar, cada examinador tem uma visão de prova: uns são mais rígidos, outros, mais flexíveis. Ao final, essa diferença de estilos de cada examinador acaba impactando nas notas, o que gera tal variação.
No entanto, quando o aluno entra com recurso, há possibilidade de seu texto ser revisto por outro examinador. Se a nota do examinador que avaliar o seu recurso for maior que a nota anteriormente concedida, sua nota aumentará.
Além disso, ao entrar com recurso, você só tem a possibilidade de aumentar sua nota e nunca de diminuí-la. Afinal, caso houvesse uma diminuição da nota, deveria haver um outro prazo de recurso e isso afetaria o cronograma do concurso. Por isso, na pior das hipóteses, a Banca indefere o recurso e mantém a nota aplicada.
veja algumas dica pra você fazer seu recurso
Antes de começar o recurso, é fundamental que leia o edital e entenda, minuciosamente, quais os critérios de correção da Banca para a prova discursiva. Cada Banca possui características específicas e conhecer essas regras de correção é fundamental para contestar a nota da sua prova.
Como fazer um recurso individualizado
O recurso individualizado é aquele único, sem qualquer similaridade com outros recursos. Para isso, é necessário fazer referências diretas ao seu texto. Essas referências podem ser citação de trechos do texto ou indicações de linhas.
Para ficar mais fácil de entender, vou mostrar um exemplo do que você NÃO deve fazer:
Halliday e Hasan (1976) dizem que a coesão tem a ver com o modo como o texto está estruturado semanticamente. É, portanto, um conceito semântico que se refere às relações de significado que existem dentro do texto e fazem dele um texto e não uma sequência aleatória de frase. A coesão é a relação semântica entre dois elementos do texto, de modo que um deles tem de ser interpretado por referência ao outro, pressupondo-o.
Widdowson (1978) diz que a coesão “é o modo pelo qual as frases ou partes delas se combinam para assegurar um desenvolvimento proposicional…” O texto em análise é coeso e se constrói com elementos de ligação são pronomes, verbos, advérbios, conectores coesivos (termos e expressões); e sem sequenciadores, sendo o lugar do conector marcado por sinais de pontuação (vírgula, ponto, dois-pontos, ponto-e-vírgula).
Segundo Koch e Travaglia (1989:13), a coesão é explicitamente apresentada através de elementos linguísticos, indicações na estrutura superficial do texto, sendo de caráter claro e direto, expressando-se na organização sucessiva do texto. Halliday e Hasan (1976 apud Koch & Travaglia, 1989:13)
A explicitação deste ponto citado acima encontra-se em todo o texto.
Muitos candidatos vão achar que esse recurso está excelente, pois conta com bastante embasamento teórico. Todavia, este é um grande equívoco. Recursos assim não comprovam nada para o examinador.
Em primeiro lugar, parece mais uma aula de coesão e o examinador não precisa que você ensine a ele o que é “coesão textual”. Em segundo lugar, porque se trata de um recurso genérico e cansativo. Além de não fazer referência em nenhum momento ao texto do candidato, é muito chato de ler. O examinador vai dormir antes mesmo de chegar no terceiro parágrafo.
Em alguns casos, recursos assim são indeferidos preliminarmente, sem sequer passar pelas mãos do examinador.
No recurso não deve constar nenhuma forma de identificação do aluno
Ao elaborar o recurso, muitos candidatos tem a mania de inserir seus nomes: “ Eu, Fulano de tal, gostaria de recorrer do resultado…”. Se você fizer isso, terá seu recurso indeferido antes de chegar na mão do examinador. Então, nada de se identificar, ok? Todavia, não há problema em citar a nota que tirou em determinado critério. Afinal, o objetivo do recurso é contestar a nota atribuída.
O recurso deve ser claro e objetivo
Esse é o grande desafio do recurso. O candidato deve ir direto ao ponto e explicar para o examinador porque sua nota deve ser majorada, sem fazer muitos rodeios.
Os argumentos, no entanto, devem ser claros. Por isso, utilizar uma linguagem simples, técnicas de enumerações e divisão em tópicos ajudam muito.
Antes de enviar seu recurso, pergunte a você mesmo: Se eu tivesse 100 recursos para ler, leria o meu? Se achar que o seu recurso está cansativo, melhore o texto. Coloque-se sempre no lugar do examinador.
Atenção à linguagem utilizada
A linguagem é muito importante. Trata-se de um texto de natureza individual. Logo, o recurso pode ser escrito de forma impessoal ou na 1ª pessoa no singular (Eu).
Por isso, cuidado! Escrever o recurso na 1ª pessoa no plural (Nós), não cai bem, ok?
cuidado na hora de contratar um especialista!
O recurso contra o resultado da prova discursiva deve ser sempre individualizado. Recursos iguais ou semelhantes serão preliminarmente indeferidos. Isto é, se seu recurso for muito genérico ou igual ao de outro candidato, a Banca nem vai ler. Possivelmente, vai indeferi-lo antes de encaminhá-lo ao examinador.
Já vi casos em que um professor redigiu o mesmo recurso (genérico) para diversos alunos e entregou-os faltando apenas 1 hora para o encerramento do prazo de interposição do recurso. Resultado: não havia mais tempo para os alunos refazerem seus próprios recursos, tiveram os recursos indeferidos, gastaram dinheiro e ainda perderam a chance de melhorarem suas classificações no concurso!
Portanto, fique sempre atento ao histórico do professor caso venha a contratar um serviço de recurso, ok?
Esperamos ter ajudado! Boa sorte!!
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